segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Verbete





O Triunfo do Capitalismo sobre a Moralidade?




Com esta ficha aprendi algumas diferenças, e noções básicas de economia que são importantes para todos e que nunca me tinham sequer passado pela cabeça aprofundar tendo apenas um conhecimento geral e nada mais. E neste momento actual até é muito útil este conhecimento.
Aprendi que na Economia Capitalista, uma economia de mercado livre é a concorrência que estipula as regras do mercado, sendo a correlação entre a necessidade e a oferta que estimula a produtividade e a competitividade das empresas.
O mercado produz o que a necessidade de cada um mostrar desejo de ter e ao preço que estiver disposto a pagar. As vantagens consistem, principalmente, na livre concorrência que estimula a produtividade e faz avançar o sistema produtivo para maiores padrões de competitividade. Pois cada vez adquire mais tecnologias para fazer face ao seu desenvolvimento, se não vai a falência.
Para isso faz estudos de mercado, sondagens, e cada vez há mais tecnologia ao dispor de cada um, uma maquina de café mais actual, um telemóvel mais moderno ,ao preço que há cinco anos por exemplo não era possível poder ser adquirido pela maior parte das pessoas ,isso é bom pois todos podemos ganhar . Também têm contras pois a alteração entre a oferta e a necessidade, gera inflação ou crises de stock excessivo.. e isso e muito mau pois há desperdícios ; também há mau aproveitamento de bens e serviços pelas pessoas, as facilidades com os empréstimos pelos bancos leva a que muitas famílias se endividem e acabem por não conseguir cumprir os pagamentos.
Numa Economia Socialista de Mercado, o Estado é o único proprietário dos meios de produção e, normalmente, através de um Plano estabelece em termos rígidos o que produzir, como produzir e a que preços produzir. Aqui a necessidade não influencia a oferta, quer no tipo de produto, nem muito menos, no preço que está disposta a pagar. as vantagens são que não há inflação pois o preço é fixado e a moeda não tem valor negocial externo; os bens produzidos, mesmo que não sejam ao gosto dos consumidores, são distribuídos de uma forma equitativa pela população (pelo menos em teoria em teoria).os Contras: a produtividade e o avanço tecnológico não é estimulado pois o mercado é sempre certo e não possuiu opinião; existe um bloqueio ponderado a qualquer tipo de informação para que os consumidores não desejem novos produtos que o Plano não preveja, etc, etc.
Hoje em dia por exemplo a China possui na prática os dois sistemas, , reconhecendo, assim, as vantagens competitivas de uma economia de mercado para o avanço produtivo dos países.Temos por outro lado Cuba que se manteve socialista até à "retirada" de cena de Fidel Castro, notando-se agora alguma abertura aos novos ventos....e também com uma abertura mesmo que reduzida às novas tecnologias ,enfim talvez num futuro próximo se torne numa economia mais interessante.
Assim tanto nas economias capitalistas e nas economias de direcção central, a moralidade nem sempre segue o caminho mais próximo dos interesses das pessoas, mas sim das grandes empresas, interesses políticos etc.
Com este trabalho chego a conclusão que ainda não existe nenhuma Economia Perfeita.

domingo, 2 de novembro de 2008

Reflexão sobre a ficha:Consequências da Modernidade


A ficha abordou as consequências da modernidade e surgiu como um a alerta para mim, fez-me parar para pensar que talvez a modernidade não é assim tão boa. Pois com o aparecimento da modernidade, perdeu-se o referencial dos tempos anteriores, o da pequena comunidade e o da tradição, que dava segurança às pessoas, surgindo em seu lugar as grandes organizações, caracterizadas pela impessoalidade. No mundo moderno, passamos a sentir-nos inseguros e solitários, privados do apoio psicológico e da protecção que encontrávamos nos ambientes mais antigos. Na nossa vida familiar dependemos todos os dias dos electrodomésticos do computador, telemóvel, etc. se temos problemas com os carros recorremos aos mecânicos, se temos problemas legais temos os advogados. Enfim dependemos de outros conhecimentos que não temos e que temos de confiar nos peritos.
Parando para pensar e olhando-me ao espelho, vendo novos cabelos brancos todos os dias a aparecer sinto que se calhar a minha filha que já nasceu com esta tecnologia, não irá sequer pensar da mesma maneira que eu, e para ela esta tecnologia, este desenvolvimento é normal. Mas eu lembro-me na minha infância que estava mais tempo com a minha família do que ela está, e sinceramente isso não muito bom para ela nem para mim sendo a família uma base importante para o seu crescimento. Penso que as pessoas do século XXI se vêm, e a sua época como se os seus padrões de civilização e racionalidade estivessem muito além da crueldade de antes, e o das sociedades menos desenvolvidas de hoje. Apesar de todas as dúvidas que envolveram a confiança no progresso, a imagem que essas pessoas têm de si mesmas permanece entranhada em tal convicção. Entretanto os nossos sentimentos são contraditórios, um conjunto de amor e de ódio, de orgulho e de desespero – orgulho na extraordinária capacidade para as descobertas e as iniciativas corajosas da nossa época, e para os progressos que se assiste, desespero a respeito das suas próprias e injustas crueldades.
Actualmente, vemo-nos envolvidos em questões que dizem respeito ao crescimento das incertezas que caracterizam os caminhos de nossa civilização. Infelizmente, apesar de todo o desenvolvimento material, técnico e científico, moral e filosófico, e das terríveis experiências, guerras, separações, depressões acabamos por estar dependentes da tecnologia e dos Peritos.
Em concordância com Anthony Giddens (1997, p.76), podemos concordar que o período em que vivemos “ (...) é mais ou menos parecido com uma aventura perigosa, que cada um de nós, querendo ou não, tem de participar”.


domingo, 26 de outubro de 2008

Poema de Bocage "E Vós, Crédulos, Mortais, Alucinados"


Vós, crédulos mortais, alucinados
De sonhos, de quimeras, de aparências
Colheis por uso erradas consequências
Dos acontecimentos desastrados.
Se à perdição correis precipitados
Por cegas, por fogosas, impaciências,
Indo a cair, gritais que são violências
De inexoráveis céus, de negros fados.
Se um celeste poder tirano e duro
Às vezes extorquisse as liberdades,
Que prestava, ó Razão, teu lume puro?
Não forçam corações as divindades,
Fado amigo não há nem fado escuro:
Fados são as paixões, são as vontades.
Bocage

E Vós, Crédulos, Mortais, Alucinados

Bocage


Bocage

Manuel Maria Barbosa du Bocage nasceu em Setúbal, no dia 15 de Setembro de 1765. Neto de um Almirante francês que viera organizar a nossa marinha, filho do jurista José Luís Barbosa e de Mariana Lestoff du Bocage, cedo revelou a sua sensibilidade literária, que um ambiente familiar propício incentivou. Aos 16 anos assentou praça no regimento de infantaria de Setúbal e aos 18 alistou-se na Marinha, tendo feito o seu estágio em Lisboa e embarcado, posteriormente, para Goa, na qualidade de oficial.
Ainda novo, começou os estudos entrou na aula régia de gramática do padre espanhol D. João de Medina, e ali aprendeu a língua latina. No ano de 1779 assentou praça de cadete no regimento nº 7 de infantaria de Setúbal, indo estudar em Lisboa aos 14 anos de idade. Na "Academia Real de Marinha", Bocage recebeu a sua educação científica. Aos 18 anos, alistou-se na Marinha, tendo feito o seu estágio em Lisboa e embarcando em 1786 para Goa, Índia, na condição de oficial. Na sua rota para a Índia, a bordo da nau "Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena", passou pelo Rio de Janeiro, onde se encontrava o futuro Governador de Goa. Nesta cidade, teve oportunidade de conhecer e de impressionar a sociedade da época. Regressou a Portugal em Agosto de 1790.
Na capital, vivenciou a boémia lisboeta, frequentou os cafés que alimentavam as ideias da revolução francesa, satirizou a sociedade estagnada portuguesa, desbaratou, por vezes, o seu imenso talento. A sua peculiar experiência de vida, a irreverência, a extroversão, a emotividade, a frontalidade, a ironia, a percepção aguda da realidade e o imenso talento que o caracterizavam, de imediato, garantiram uma legião de admiradores incondicionais. Em 1791, publicou o seu 1º tomo das Rimas. No início da década de noventa, aderiu à "Nova Arcádia", uma associação literária, controlada por Pina Manique, que metodicamente fez implodir. Efectivamente, os seus conflitos com os poetas que a constituíam tornaram-se frequentes, sendo visíveis em inúmeros poemas cáusticos.
Nesta fase da sua vida, Bocage, além da poesia lírica, compôs poemas de carácter satírico contemplando pessoas do regime, tipos sociais e o clero, fato que não agradou obviamente ao poder. Então em 1797, acusado de heresia, dissolução dos costumes e ideias republicanas, foi implacávelmente perseguido, julgado e condenado, sendo sucessivamente encarcerado em várias prisões portuguesas. Ali realizou traduções de grandes nomes como Rousseau e Voltaire, o que o ajudou a sobreviver ao sair, posteriormente, da prisão. Ao recuperar a liberdade, graças à influência de amigos, e com a promessa de criar juízo, o poeta, envelhecido, abandona a boémia e impondo aos seus contemporâneos uma nova imagem: a de homem arrependido e digno
Bocage foi vítima de sua própria fama e dos preconceitos que despertou, passando a vida a ser perseguido pela censura de um país de aristocracia decadente, aliada a um clero corrupto. Muitos versos foram cortados, outros ostensivamente alterados. Num de seus versos, o poeta mostra seu anseio desesperado: "Liberdade, onde estás? Quem te demora?". Em meio de versos coloquiais, Bocage mostra o seu individualismo, seu conflito entre o amor físico e a morte, sua morbidez e atracção pelo horror. Evitando as imagens estereotipadas dos arcaicos e o rebuscamento dos barrocos, consegue formalizar suas vivências numa linguagem concisa e equilibrada , um estilo muito pessoal que o torna verdadeiramente um "clássico" da língua portuguesa. Esse carácter subjectivo da poesia de Bocage, que faz do próprio "eu" o centro do universo poético, torna-o um precursor das tendências românticas, que embora já contagiassem o resto da Europa, mal se esboçavam no seu tempo em Portugal
Como satírico, expôs as mazelas de seu tempo em uma linguagem quase sempre pesada. Os seus alvos preferidos eram os poderosos, mas também não poupou seus colegas de Academia. Mas sua produção satírica foi marcada principalmente, pela temática sexual.
Diante disso tudo, Bocage tornou-se um dos poetas mais importantes do século XVIII e, apesar de ter deixado fama de grande satírico e improvisador, a sua obra coloca-o como um dos melhores sonetistas líricos de toda a literatura portuguesa.Em redor de uma atmosfera de melancolia e privações, que se tornou sua vida após a liberdade, em 21 de Dezembro de 1805 falece Bocage, vítima de um aneurisma, aos 40 anos.
Títulos e edições principais da obra poética de Bocage:
Rimas, 3 volumes, Lisboa 1791, 1799 e 1804;
Obras Completas, Rio de Janeiro, 1811
Rimas, 4º volume (precedido de um discurso sobre a vida e escritos do poeta por José Maria da Costa e Silva), Lisboa, 1812;
Rimas, 5º volume, Lisboa, 1813;
Rimas, 6º volume, Lisboa, 1814;
Obras poéticas (7 volumes), Lisboa, 1849-50;
Poesias (6 volumes), edição de Inocêncio Francisco da Silva, com um estudo de Rebelo da Silva, Lisboa, 1853;
Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas, Lisboa, 1854;
Poesias (Selecção - Colecção Clássicos da Sá da Costa), Lisboa 1942;
Sonetos e Poesias Várias, com prefácio de Vitorino Nemésio, Colecção Clássicos Portugueses, Lisboa, 1943;
O Livro das Fábulas, Lisboa 1930, com ilustrações de Julião Machado;
Obras Escolhidas (2 volumes) com prefácio e notas de Hernâni Cidade e ilustrações de Lima de Freitas, Lisboa, 1969;
Opera Omnia (3 volumes) publicados sob a direcção de Hernâni Cidade, Lisboa 1969-70;
Poesias de Bocage com prefácio de Margarida Barahona na Colecção Textos Literários, Serra Nova, Lisboa 1981;
Antologia Poética, selecção e introdução de Mª Antónia Carmona Mourão e Mª Fernanda Pereira Nunes, Bib. Ulisseia de Autores Portugueses, Lisboa.

Pesquisas:

http://pt.wikipedia.org/wiki

http://images.google.pt/images


Reflexão sobre a ficha Correlação de Person




Com esta ficha aprendi que vivemos numa sociedade onde quase tudo se correlaciona.
Nunca antes tinha sequer pensado na Correlação de Person, e nem me apercebia que várias coisas do dia a dia existem e acontecem porque alguém já fez estudos científicos para que possa viver na sociedade com mais qualidade de vida. A internet, a televisão a escola e até os electrodomésticos das nossas casas, e como tudo é mais fácil, pois estudos, estatísticas entrevistas, etc; conseguiram melhorar todos esses meios tão essenciais para nós. Nunca tinha pensado na importância que existe nas entrevistas, quando me telefonam para casa por exemplo e me pedem opinião sobre determinados assuntos, achava uma chatice. Mas agora penso de maneira diferente. A ficha ajudou-me bastante.
Aprendi que para ter sucesso na vida, não basta ter talento. Não nascemos para ser o presidente de um banco, um grande atleta ou um reconhecido actor. Chegamos ao topo apenas após muito esforço e treino. E não é qualquer simples esforço: tem de ser cansativos e, se possível, penosos.